Fox News - Video
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2026-07-01 23:21:26 (2 days ago)
President Trump conveys a hopeful message about Iran negotiations
A ‘Fox News @ Night’ panel discusses the looming deadline of the 60 day U.S.-Iran agreement.
Fox News - Video
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2026-07-01 23:16:50 (2 days ago)
'Gutfeld!': Kids want blue collar jobs
Fox News host Greg Gutfeld and the 'Gutfeld!' panel discuss a survey that found Gen Alpha kids want hands-on, physical jobs when they grow up.
Al Jazeera - Top Stories
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2026-07-01 23:16:38 (2 days ago)
Lawyer takes Trump to task over unchecked presidential powers
Constitutional lawyer Bruce Fein says the US was founded on the principle that governments exist to protect rights.
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2026-07-01 23:16:16 (2 days ago)
Fox News Highlights - July 1st, 2026
Laura Ingraham, Jesse Watters, Sean Hannity and Greg Gutfeld bring Fox News viewers their fresh takes on the top news of the day.
Fox News - Video
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2026-07-01 23:15:12 (2 days ago)
Furious residents demand answers over safety concerns near Venice supportive housing
Residents confronted leaders of two supportive housing programs over safety concerns during a heated community meeting in Venice. Courtesy: FOX 11 Los Angeles.
Al Jazeera - Top Stories
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2026-07-01 23:14:42 (2 days ago)
EU border rules causing travel chaos ahead of summer peak, industry warns
European airlines and airports call for flexibility to suspend digital border system amid severe delays.
Times of Israel - World News
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2026-07-01 23:11:29 (2 days ago)
Families marking 1,000 days since Oct. 7 with memorials, protests, moment of silence
October Council requests Israelis fall silent for a minute at 10 a.m. to observe somber anniversary, which will also include a convoy touring hard-hit communities near Gaza border
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Le Monde - World News
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2026-07-01 23:05:53 (2 days ago)
2026 World Cup: England survive scare, Belgium stage stunning comeback, USA reach last 16
England were rescued by Harry Kane's late double, Belgium overturned a two-goal deficit in dramatic fashion, and the United States booked their place in the last 16 after a hard-fought win over Bosnia-Herzegovina in a breathless day of World Cup action.
Globo News - Mundo
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2026-07-01 23:01:00 (2 days ago)

Cristiano Ronaldo e Lamine Yamal entram em campo nesta quinta pela Copa do Mundo de 2026.
Reuters
Mais um dia de mata-mata da Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (2) com partidas como Portugal x Croácia e Espanha x Áustria. (Confira mais informações abaixo)
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Quem joga nesta quinta-feira (2), que horas e onde assistir?
Espanha x Áustria
Horário: 16h (de Brasília)
Local: SoFi Stadium, Los Angeles, Estados Unidos
Transmissão: Globo, SporTV, GETV, SBT, Nsports e CazéTV
Portugal x Croácia
Horário: 20h (de Brasília)
Local: BMO Field, Toronto, Canadá
Transmissão: CazéTV
Suíça x Argélia
Horário: 00h (de Brasília)
Local: BC Place, Vancouver, Canadá
Transmissão: CazéTV
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Sobre a Copa de 2026
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá. Ao todo, 16 cidades receberão partidas do torneio, a grande maioria nos EUA.
Confira a seguir quantos jogos cada país vai sediar:
Estados Unidos: 78 jogos (incluindo todas as fases eliminatórias a partir das quartas de final e a grande final).
México: 13 jogos (incluindo o jogo de abertura no Estádio Azteca).
Canadá: 13 jogos.
Globo News - Mundo
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2026-07-01 23:00:56 (2 days ago)

EUA sancionam brasileiros por suposta ligação com PCC
O governo dos EUA considera a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) como "a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental", segundo um documento publicado na quarta-feira (1º) pelo Departamento do Tesouro americano.
"O PCC é hoje a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e, nos últimos anos, expandiu suas operações globalmente, com presença significativa em países como Reino Unido, Turquia e Japão. Nos EUA, a facção representa uma ameaça criminal real e crescente", diz o comunicado.
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👉 No documento, o Tesouro americano informa que impôs sanções contra dois brasileiros e três empresas brasileiras por ligação com um esquema de lavagem de dinheiro do PCC - na primeira rodada de sanções desde maio, quando a facção foi classificada como organização terrorista pelas autoridades americanas.
A citação do termo "Hemisfério Ocidental" no comunicado é mais um indicativo de que o governo Trump está focado na sua nova estratégia para a América Latina.
Ainda em janeiro, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos publicou a nova "Estratégia Nacional de Defesa dos EUA", com o objetivo de assegurar plena dominância militar e comercial "do Ártico à América do Sul".
No documento, os Estados Unidos afirmam que estão dispostos a colaborar com países do continente americano. Por outro lado, alertam que podem optar por ações militares onde e quando julgarem que os interesses norte-americanos não estão sendo atendidos.
Quando a estratégia foi anunciada, o Departamento de Guerra usou como exemplo a operação militar que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro — acusado de comandar o Cartel de los Soles, considerado terrorista pelos EUA.
Segundo o documento, os Estados Unidos buscarão "paz por meio da força". O lema vem sendo usado pelo governo Trump desde o início do segundo mandato do republicano. O combate ao chamado "narcoterrorismo" tem papel central nessa estratégia.
Os EUA afirmaram que se reservam o direito de realizar ataques militares diretos contra organizações narcoterroristas em qualquer lugar das Américas.
O Departamento de Guerra disse ainda que quer ajudar aliados a desenvolver capacidade para desmantelar cartéis de drogas latino-americanos.
Entre outros pontos da estratégia estão o combate à imigração ilegal e a contenção da influência da China na região.
Estratégia de política externa
Em dezembro de 2024, a Casa Branca divulgou outro documento para traçar a nova Estratégia de Política Externa. Nele, o governo Trump indicou que passaria a focar mais na América Latina.
Segundo a estratégia, os Estados Unidos vão passar a reajustar a presença militar em outros países para enfrentar "ameaças urgentes" no Hemisfério Ocidental. Os objetivos estariam ligados a questões de segurança nacional.
O documento afirma que o realinhamento militar na América Latina se baseará em três elementos principais:
ampliar a presença da Guarda Costeira e da Marinha para controlar rotas marítimas, combater imigração ilegal e reduzir o tráfico de drogas e de pessoas;
reforçar a proteção das fronteiras e intensificar o combate aos cartéis de drogas, incluindo o uso de força letal em alguns casos;
estabelecer ou ampliar o acesso dos EUA a locais considerados estratégicos na região.
A estratégia diz ainda que os EUA buscam "reafirmar e aplicar a Doutrina Monroe para restaurar a predominância americana no Hemisfério Ocidental', com uma "retomada poderosa" da influência sobre a região. O foco seria o combate ao avanço chinês pela região.
🔎 Criada pelo presidente americano James Monroe, a doutrina prevê "a América para os americanos", segundo a qual qualquer tentativa de "recolonização" por outros países seria vista como ameaça direta aos EUA.
PCC e CV no radar
Em maio, quando classificou PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, os EUA justificaram a decisão alegando que as duas facções estão entre "as organizações criminosas mais violentas do Brasil" e disseram que os grupos "comandam milhares de integrantes" e são responsáveis por "ataques brutais" contra policiais, autoridades públicas e civis.
Na época, o secretário Marco Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassava as fronteiras brasileiras e alcançava outros países da região e os Estados Unidos: "O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas".
O governo americano disse ainda que a medida reforçava o compromisso da administração Trump de "desmantelar cartéis e organizações criminosas" na região.
O governo brasileiro atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida. O presidente Lula, inclusive, criticou a decisão, defendeu a soberania e chegou a afirmar que o Brasil não aceitava ser "tratado como moleque".
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.
Trump no Salão Oval em 21 de maio de 2026
REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo
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Globo News - Mundo
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2026-07-01 23:00:36 (2 days ago)

Casa onde as autoridades resgataram 16 crianças em Hamden, Ohio, em 1º de julho de 2026
Carolyn Kaster/AP Photo
Dezesseis crianças da mesma família, resgatadas de uma casa em condições precárias na zona rural de Ohio, viviam em situação deplorável, cercadas por dejetos humanos e confinadas a apenas um cômodo durante a maior parte dos últimos quatro anos, informaram as autoridades na quarta-feira (1º).
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Algumas das crianças, resgatadas na terça, não conseguiam falar e uma delas — uma jovem de 18 anos com deficiência de desenvolvimento — não sabia sequer escrever o próprio nome, disseram os investigadores.
"A maior parte do nosso gado vive em condições melhores do que as crianças", disse o xerife do condado de Vinton, Ryan Cain. "Uma cena simplesmente repugnante."
Os pais e dois avós das crianças foram presos e acusados pelo crime de colocar crianças em risco, informou um promotor.
Agora no g1
As autoridades encontraram as crianças enquanto cumpriam um mandado de busca relacionado a outra investigação, disse o procurador-geral de Ohio, Andy Wilson, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira.
Autoridades afirmaram que parecia que ninguém fora da família sabia da existência das crianças, que não estavam matriculadas na escola.
"Não sabíamos que encontraríamos 16 crianças lá", disse Wilson, que mal conseguia encontrar palavras para descrever o que as autoridades encontraram no pequeno vilarejo de Hamden, situado em um dos condados mais pobres de Ohio.
"É o tipo de coisa que não estamos acostumados a ver aqui nos Estados Unidos", disse ele.
Gary Siders Sr., Christine Siders, Elizabeth Siders e Gary Siders Jr., presos em Ohio, EUA, por manter 16 crianças em condições precárias
Southeastern Ohio Regional Jail via AP
'Animais selvagens'
O xerife disse que, ao que tudo indica, as crianças passavam a maior parte do tempo em um cômodo de aproximadamente 3,5 por 3,5 metros. Ele não revelou como as crianças eram mantidas dentro da casa, mas disse que as autoridades não encontraram gaiolas no local.
As crianças tinham idades entre um ano e meio e 18 anos, incluindo meninos e meninas, informaram as autoridades. Sete foram levadas para hospitais em Columbus, sendo que duas foram transportadas de helicóptero.
Uma delas estava em estado crítico na terça-feira, enquanto outras foram internadas para tratamento, disse Wilson.
"Elas pareciam quase animais selvagens", disse Wilson. "Foi terrível."
As crianças ficaram sob a custódia temporária do Departamento de Emprego e Serviços Familiares de Ohio.
O promotor do condado de Vinton, William Archer, disse que os quatro adultos foram acusados de crime de segundo grau por colocar crianças em risco, uma vez que o caso envolve "danos físicos graves".
Casa onde as autoridades resgataram 16 crianças em Hamden, Ohio, em 1º de julho de 2026
Carolyn Kaster/AP Photo
Gary Siders Jr., Gary Siders Sr., Christina Siders e Elizabeth Siders compareceram ao tribunal na quarta-feira, onde um juiz registrou a declaração de inocência em nome deles e fixou a fiança em US$ 300 mil para cada um. Eles ainda não constituíram advogados.
Steve Irwin, porta-voz da Procuradoria-Geral, não quis informar se todas as crianças são irmãs ou qual era o grau de parentesco entre elas.
Vizinho não viu 'nenhuma criança'
A casa onde as crianças foram encontradas fica em uma estrada isolada, ao lado de um alto aterro ferroviário, por onde trens barulhentos passam cortando Hamden. As casas vizinhas mais próximas estão separadas por árvores e vegetação densa, mas a residência é facilmente visível da estrada.
Uma porta aberta revelava restos de lixo no interior, enquanto um deck de madeira e o quintal estavam repletos de pneus descartados, uma cadeira alta para bebês e outros detritos.
Investigadores informaram que membros da família haviam se mudado por várias localidades do sul de Ohio nas últimas duas décadas e que, aparentemente, evitavam criar registros médicos ou governamentais.
"Essa gente era muito boa em esconder essas crianças", disse Wilson.
Casa onde as autoridades resgataram 16 crianças em Hamden, Ohio, em 1º de julho de 2026
Carolyn Kaster/AP Photo
Os investigadores estavam verificando se a família já havia sido denunciada a órgãos de proteção à criança no passado.
O vizinho Joseph Stewart, de 60 anos, disse que não viu "nenhuma criança" desde que a família se mudou para uma casa três imóveis adiante, acrescentando que conseguia ver claramente a casa e o quintal ao passar pelo local.
"É uma situação triste", disse ele. Stewart mora na rua há seis anos e a descreveu como uma "vizinhança tranquila".
Na quarta-feira, as portas e janelas da casa permaneciam abertas devido ao calor intenso. Uma pilha de itens infantis descartados — duas bicicletas quebradas, uma mesa de brinquedo de plástico, um balde de praia e dois cestos de transporte para bebês — formava um amontoado no quintal.
Hamden tem uma população inferior a 1.000 habitantes e fica a cerca de 97 km a sudeste de Columbus.
A descoberta das crianças remete a casos anteriores e chocantes de abuso familiar.
Em 2019, David e Louise Turpin declararam-se culpados de tortura e anos de abusos que incluíam acorrentar alguns de seus 13 filhos em casa, na Califórnia, privá-los de alimentação adequada e oferecer apenas uma educação mínima.
Eles foram condenados à prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.
O casal foi preso em 2018, depois que sua filha de 17 anos fugiu de casa e ligou para a emergência.
Globo News - Mundo
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2026-07-01 23:00:17 (2 days ago)
Médicos preveem longa crise de saúde pública na Venezuela após terremoto

Khaterine Roa chora enquanto membros do Corpo de Bombeiros do Condado de Los Angeles buscam sobreviventes em um prédio que desabou durante os terremotos que atingiram La Guaira, na Venezuela.
Matias Delacroix/AP Photo
Médicos afirmaram na quarta-feira que temem que as consequências dos devastadores terremotos gêmeos na Venezuela possam desencadear uma crise médica crescente, marcada por ferimentos não tratados, doenças infecciosas e um sistema de saúde já à beira do colapso.
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Milhares de venezuelanos desabrigados dormem em abrigos superlotados ou ao relento, sem acesso à água potável, em meio a condições sanitárias precárias, após os terremotos de 24 de junho, que, segundo autoridades, mataram pelo menos 2.295 pessoas e deixaram mais de 11 mil feridos.
Membros de equipes de ajuda humanitária disseram que as consequências dos terremotos se tornaram uma grande crise médica que, se não for controlada rapidamente, fará mais vítimas nos próximos dias e semanas. A emergência expôs a escassez crônica de médicos na Venezuela, resultado de anos de crise econômica, falta de verbas e emigração.
“O problema que prevemos em breve são as infecções que os pacientes expostos ao desastre por mais tempo podem trazer”, disse Eugenio Cova, chefe da unidade de trauma do Hospital del Oeste Dr. José Gregorio Hernández, em Caracas, a capital. “Já passamos por um período de trauma complexo — que continuará acontecendo — mas agora a situação é agravada por infecções.”
Agora no g1
Trabalhadores humanitários também alertam que os extensos danos à infraestrutura podem alimentar surtos de doenças nas comunidades mais afetadas.
“Está muito quente e há muita preocupação com possíveis doenças transmitidas por vetores”, disse Veronique Durroux, porta-voz da agência humanitária da ONU para a América Latina e o Caribe. “O gerenciamento de resíduos é um problema. O gerenciamento de entulhos, quando se vê a escala da devastação, é muito preocupante.”
Exército dos EUA enviado
Os Estados Unidos tinham 900 militares em solo venezuelano para apoiar as operações de socorro e resgate na quarta-feira (1º), disse Steven McLoud, porta-voz do Comando Sul dos EUA, à Associated Press.
As Forças Armadas repararam a pista danificada pelo terremoto no principal aeroporto internacional do país, que serve Caracas, para permitir a chegada de ajuda humanitária e posicionaram navios de guerra na costa para receber sobreviventes resgatados por via aérea. Mais 100 pessoas do Departamento de Estado dos EUA foram enviadas para auxiliar nesses esforços, disse McLoud.
Bombeiros americanos trabalham em resgate em La Guaira, Venezuela, após terremoto
Matias Delacroix/AP Photo
Até o momento, o governo Trump ofereceu à Venezuela US$ 300 milhões em assistência, canalizada por meio de organizações humanitárias e das Nações Unidas. Mas isso representa apenas uma fração da ajuda pós-terremoto que o país precisa: os danos materiais causados pelos tremores são estimados em mais de US$ 6,7 bilhões, de acordo com análises de satélite do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Cinquenta outras equipes internacionais chegaram nos últimos dias para ajudar nas operações de busca e resgate, incluindo equipes de países como Equador e Israel, que não mantêm relações diplomáticas com a Venezuela.
Contra todas as expectativas, os socorristas continuam encontrando um pequeno número de sobreviventes, incluindo, na terça-feira, uma criança que ficou presa nos escombros por seis dias.
Novo golpe para sistema de saúde
Muito antes dos terremotos, os hospitais públicos da Venezuela já sofriam com a escassez de água, energia, equipamentos médicos essenciais e pessoal altamente qualificado.
Voluntários e equipes de resgate ajudam a encontrar sobreviventes em um prédio que desabou em Caraballeda, estado de La Guaira, Venezuela, em 30 de junho de 2026
MIGUEL MEDINA / POOL / AFP
Mais de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2013, quando Nicolás Maduro assumiu o poder e a economia entrou em colapso devido à má gestão, corrupção e queda nos preços do petróleo.
Entre os que fugiram, estavam muitos médicos e enfermeiros especializados.
A associação médica da Venezuela estima que cerca de um terço de seus 60 mil médicos registrados deixaram o país desde o início da crise econômica.
O Dr. Huníades Urbina, membro da diretoria da associação de pediatria da Venezuela, afirmou que o número de profissionais que deixaram o país representa aproximadamente metade dos 84 mil necessários, segundo os padrões da Organização Mundial da Saúde.
Urbina acrescentou que um levantamento nacional realizado em 2025 em hospitais públicos revelou uma carência de mais de 30% em suprimentos de emergência e mais de 70% em suprimentos para salas de cirurgia. Os laboratórios estão “praticamente todos fechados ou só fazem o básico”, disse ele.
Os terremotos “mais uma vez destacam a incapacidade do governo venezuelano de fornecer um sistema de saúde adequado que atenda às necessidades do povo venezuelano”, afirmou.
Hospitais mal equipados
Os que restaram agora enfrentam a perspectiva avassaladora de tratar milhares de feridos graves em estruturas de concreto destruídas e desmoronadas.
O Hospital del Oeste Dr. José Gregorio Hernández, em Caracas, não possui parafusos e placas necessários para cirurgias ortopédicas, nem gaze medicada para prevenir infecções, disse Cova, que realiza cirurgias em membros esmagados em salas de cirurgia improvisadas, pois os possíveis danos causados pelo terremoto tornaram partes do prédio inacessíveis.
Os médicos até começaram a publicar nas redes sociais os suprimentos médicos de que precisam, pedindo doações.
Segundo o governo, os terremotos danificaram ou comprometeram 38 hospitais em todo o país.
Equipes de resgate trabalham durante a noite em La Guaira, Venezuela, após terremoto
Matias Delacroix/AP Photo
Há também uma escassez nacional de ambulâncias, o que obriga muitos venezuelanos feridos a chegarem a hospitais em áreas remotas na caçamba de picapes, disse Jaime Lorenzo, diretor da United Doctors of Venezuela, uma rede sem fins lucrativos de profissionais de saúde.
Essa é apenas uma das formas pelas quais cidadãos comuns, sentindo-se abandonados pelo governo, dizem ter sido forçados a assumir grande parte dos esforços de resgate.
Quando o caos e o trauma dos terremotos começarem a diminuir, Lorenzo disse temer que uma nova onda de pacientes chegue aos hospitais: venezuelanos que, tendo ficado subitamente desabrigados após os terremotos, passaram a semana toda sem medicamentos para doenças crônicas como asma, diabetes e hipertensão.
Governo em xeque
O governo da presidente interina Delcy Rodríguez — que atuou como vice de Maduro até ele ser afastado pelos Estados Unidos em janeiro e que assumiu a liderança interina com o apoio da administração Trump — tem enfrentado críticas crescentes pela forma como lidou com o desastre.
Vídeos que circulam nas redes sociais nos últimos dias parecem mostrar agentes de segurança revirando os escombros de prédios desabados e levando dólares americanos, eletrodomésticos e outros pertences pessoais, provocando indignação generalizada entre os venezuelanos. Os vídeos não puderam ser verificados pela AP.
Em resposta aos vídeos, o Ministério do Interior informou na quarta-feira que afastou e deteve quatro policiais por "desvio de conduta e por se aproveitarem dos esforços de resgate e ajuda humanitária".
Milhares de pessoas continuam desaparecidas, o que gera incerteza sobre o número total de vítimas e deixa as famílias em um limbo angustiante enquanto esperam, dias a fio, junto aos prédios desabados, na esperança de que os corpos de seus entes queridos sejam encontrados.
Um banco de dados digital não governamental, onde famílias podem registrar o desaparecimento de entes queridos, indicava que mais de 40.600 pessoas ainda não haviam sido localizadas até a quarta-feira.
Na quarta-feira, autoridades dos EUA rebateram as acusações de que Rodríguez estaria politizando os esforços de resposta e minimizaram as críticas generalizadas sobre as falhas do governo da Venezuela em responder à crise. O general Francis Donovan, chefe do Comando Sul dos EUA, atribuiu a culpa a décadas de negligência na Venezuela, o que, segundo ele, "tornou a situação ainda mais desafiadora para o governo atual".
"É um grande problema para qualquer líder lidar com um desafio dessa magnitude", disse Donovan.
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