ABC News - International News
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2026-07-03 02:03:36 (6 days ago)
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Globo News - Mundo
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2026-07-03 02:00:35 (6 days ago)

Vídeo mostra momento exato em que terremoto duplo atinge a Venezuela
Cerca de 100 venezuelanos deportados dos Estados Unidos estão desaparecidos após o hotel onde estavam desabar durante os terremotos de 24 de junho. O edifício ficava em La Guaira, a região da Venezuela mais afetada pelos tremores.
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▶️ Contexto: Os deportados deixaram os EUA em um voo que partiu de Miami com 146 venezuelanos, incluindo 19 mulheres e sete crianças. Após desembarcarem no principal aeroporto da Venezuela, eles foram levados para o Hotel Santuario La Llanada.
O hotel, administrado pelo governo venezuelano, ficava no litoral do país.
Os deportados foram encaminhados ao local para passar por exames médicos e outros procedimentos após o retorno à Venezuela.
A expectativa era que todos fossem liberados para voltar para casa no dia seguinte.
No entanto, poucas horas após a chegada, o hotel desabou durante os terremotos.
Familiares dos deportados afirmaram à agência Reuters que as autoridades forneceram uma lista com 32 nomes de sobreviventes. Os demais estão desaparecidos.
Enquanto os familiares cobram mais informações do governo, relatos indicam que o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) bloqueou o acesso ao local. Um avô que procurava pelo neto disse à BBC que um funcionário afirmou que não há sobreviventes entre os escombros.
Veja a seguir o que se sabe sobre o caso:
Por que os deportados estavam hospedados no hotel?
Quantos deportados morreram?
Quais são as principais críticas das famílias?
O que dizem os governos da Venezuela e dos Estados Unidos?
1. Por que os deportados estavam hospedados no hotel?
Terremoto na Venezuela: imagem aérea mostra edifícios em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela, em 29 de julho de 2026.
Miguel Medina/AP
O Hotel Santuario La Llanada era administrado pelo programa governamental venezuelano Grande Missão Volta à Pátria, responsável por receber cidadãos deportados ou repatriados ao país.
Segundo sobreviventes ouvidos pela Reuters, os deportados tiveram os celulares e documentos recolhidos temporariamente durante os procedimentos de recepção. Eles permaneceriam no local apenas até a conclusão dessas etapas.
Um dos sobreviventes contou à BBC que escapou porque demorou alguns minutos a mais em um prédio anexo tentando fazer uma ligação telefônica. Quando os terremotos começaram, ele ainda não havia entrado no edifício principal, que acabou desabando.
2. Quantos deportados morreram?
Homens em busca de sobreviventes estão no topo de uma montanha de escombros três dias após dois terremotos atingirem La Guaira, Venezuela
AP Photo/Matias Delacroix
As autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um balanço oficial sobre quantos passageiros do voo morreram ou sobreviveram ao desabamento.
Familiares relataram à Reuters que receberam uma lista oficial com 32 sobreviventes. Outros sobreviventes afirmam que algumas pessoas conseguiram escapar sozinhas logo após o desabamento, mas o número exato ainda é incerto.
Com base nesses relatos, cerca de 100 deportados continuam desaparecidos. Muitos parentes seguem procurando familiares em hospitais, necrotérios e nos escombros do hotel.
3. Quais são as principais críticas das famílias?
Um homem sentado em meio aos escombros do terremoto em La Guaira, Venezuela, segunda-feira, 29 de junho de 2026
AP Photo/Matias Delacroix
Familiares questionam por que os deportados foram mantidos no hotel, em vez de serem liberados logo após chegarem à Venezuela. Muitos afirmam que, se isso tivesse ocorrido, as vítimas já estariam em casa quando os terremotos aconteceram.
Outra reclamação envolve a falta de informações. Parentes dizem que passaram dias sem saber o paradeiro dos familiares e que a retenção de celulares e documentos dificultou a identificação dos sobreviventes e das vítimas.
Sobreviventes também afirmam que o resgate inicial foi feito principalmente pelos próprios deportados. Alguns disseram à BBC que os primeiros socorros demoraram horas para chegar e que agentes do Sebin priorizaram o resgate de colegas.
Familiares dos deportados dizem ainda que agentes da Sebin bloquearam o acesso ao hotel. Muitos dizem que não conseguiram entrar na área de buscas nem obter informações sobre parentes desaparecidos.
As restrições também atingiram a imprensa. Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP), jornalistas enfrentam limitações para acessar as áreas de busca, principalmente em La Guaira, além de hospitais que recebem vítimas dos terremotos.
4. O que dizem os governos da Venezuela e dos EUA?
Um helicóptero decola de um navio da Marinha dos EUA atracado no porto para apoiar os esforços de socorro às vítimas do terremoto em La Guaira, Venezuela
AP Photo/Matias Delacroix
Em publicação nas redes sociais, a Grande Missão Volta à Pátria informou que abriu canais de atendimento para familiares e afirmou que está prestando informações diretamente às pessoas que procuram o serviço.
À Reuters, o programa também enviou uma mensagem de solidariedade às vítimas dos terremotos, mas não respondeu aos questionamentos sobre o caso nem explicou por que os deportados foram levados ao hotel.
Já o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos informou à BBC que o voo chegou em segurança à Venezuela e que, após a entrega dos deportados às autoridades venezuelanas, eles deixaram de estar sob responsabilidade do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).
O governo americano não comentou o desabamento nem a situação dos passageiros.
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Florence Hazrat notes that the Nazis loved exclamation marks, with Goebbels pencilling in triplets of them into a speech for Hitler. The modern German linguist Konrad Ehlich is described here as believing that “slapping exclamation marks on to the end of statements turns all utterance into shouting, and all thinking into order”. At the same time she derides male scholars who have complained about previous editors inserting exclamation marks into the speech of Beowulf on the grounds that it feminises the hero.
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