Fox News - Top Stories
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2026-07-04 09:46:18 (6 days ago)
Trump delivered a 28-minute speech at Mount Rushmore followed by a 23-minute fireworks display featuring quotes from past presidents in the Black Hills.
New York Times - World News
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2026-07-04 09:40:15 (6 days ago)
In Britain, July 4 Is Mostly Just a Saturday
Independence Day does not loom large in Britain’s public imagination, though cultural institutions did note the day and King Charles III issued a statement.
New York Times - World News
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2026-07-04 09:40:15 (6 days ago)
In Britain, July 4 Is Mostly Just a Saturday
Independence Day does not loom large in Britain’s public imagination, though cultural institutions did note the day and King Charles III issued a statement.
New York Times - World News
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2026-07-04 09:39:55 (6 days ago)
Al Jazeera - Top Stories
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2026-07-04 09:38:32 (6 days ago)
Brain drain leaves Yemen’s health sector in tatters and millions helpless
Yemen's health professionals have been leaving the country in search of higher income and a safer working environment.
South China Morning Post - World News
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2026-07-04 09:37:56 (6 days ago)
Lebanon’s president urges US solidarity as Israeli troops occupy south
Lebanese President Joseph Aoun on Saturday urged the United States to stand by his country, after reaching a US-backed framework deal with Israel aiming to permanently end hostilities after the latest Israel-Hezbollah war. The deal reached in Washington calls for the disarmament of Iran-backed militant group Hezbollah, a gradual Israeli withdrawal from southern Lebanon and the deployment of the Lebanese army there, starting with two “pilot” areas. Hezbollah has rejected the deal, which does not...
Times of India
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2026-07-04 09:37:31 (6 days ago)
King Charles sends warm wishes to Trump on America's 250th Independence Day
Globo News - Mundo
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2026-07-04 09:37:09 (6 days ago)
Funeral de Ali Khamenei: Milhares de fiéis comparecem à cerimônia exigindo 'vingança' contra Trump

Funeral de Ali Khamenei: Milhares de fiéis vão às ruas no Irã
O funeral de Estado do falecido líder supremo iraniano Ali Khamenei começou neste sábado (4) em Teerã, onde milhares de pessoas se reuniram em uma demonstração de força após a guerra contra Israel e Estados Unidos.
Quatro meses depois da morte do aiatolá nos bombardeios israelenses e americanos que desencadearam o conflito em 28 de fevereiro, seu caixão está exposto na Grande Mosalla, um vasto complexo religioso na capital. Sobre ele foi colocado seu emblemático turbante preto.
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Majoritariamente vestidos de preto, os milhares de participantes se reuniram no local desde a manhã de sábado, mesmo antes de a televisão estatal anunciar, por volta das 6h00 locais (23h30 de sexta-feira no horário de Brasília), o início oficial dos atos.
Muitos empunhavam bandeiras xiitas vermelhas com a inscrição "Mártir". Segundo um jornalista da AFP, alguns participantes entoaram "Vingança!", mas também "Morte aos Estados Unidos, morte a Israel!", um slogan frequente nas concentrações oficiais.
Também foram vistos cartazes vermelhos instando a "#MatarTrump", no mesmo dia em que os Estados Unidos celebram o 250º aniversário de sua independência.
"Prometemos ao líder supremo que permaneceremos com ele até o fim. Todas essas pessoas estão aqui por ele", diz Reza, um professor universitário de 37 anos.
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As autoridades preveem que entre 15 e 20 milhões de pessoas participem dessas homenagens apenas em Teerã, que são anunciadas como as maiores da história do país.
O evento, que durará seis dias, pretende ser uma demonstração de força em plena negociação diplomática entre os Estados Unidos e o Irã, após a assinatura, no mês passado, de um memorando para pôr fim ao conflito.
A presença do filho de Khamenei, Mojtaba, que o sucedeu no início de março como guia supremo, não foi confirmada. Supostamente ferido durante os ataques que mataram seu pai, o dirigente se expressa apenas por meio de mensagens escritas e não apareceu em público.
Por ocasião dessa homenagem, que ocorre seis meses depois de importantes manifestações populares contra o alto custo de vida e o governo, o centro da capital iraniana foi transformado em uma fortaleza, com numerosos controles policiais, constatou a AFP.
Mesmo antes do início oficial da cerimônia, várias centenas de pessoas aguardavam na noite de sexta em frente à Grande Mosalla, na esperança de serem as primeiras a entrar.
“Queremos dar um último adeus ao nosso guia e, por isso, a espera não é nem dolorosa nem difícil para nós”, disse à AFP Somayye Hamedi, uma professora de 44 anos vestida com um chador preto.
Alguns dos presentes choravam e outros aguardavam sentados no chão, enquanto poemas eram recitados e cânticos religiosos difundidos.
“Vir aqui é a última e a única coisa que podemos fazer” por Ali Khamenei, que “sacrificou sua vida” pelo Irã, comenta Fatemeh Nowdehi, uma estudante de 25 anos originária do norte do país.
Com cartazes contra os EUA e Israel, manifestantes se reúnem na Grande Mosalla para o primeiro dia de homenagens ao líder supremo, morto em ataque em fevereiro.
AFP
Homenagens
O caixão permanecerá exposto dia e noite até segunda-feira na Mosalla, antes de uma procissão pelas ruas da capital.
Após essas cerimônias, o caixão fará escala em várias cidades do Irã e do Iraque, antes de seu sepultamento em 9 de julho na cidade santa de Mashhad, no nordeste do Irã, onde nasceu.
Inicialmente previstas para março, mas adiadas devido à guerra, as exéquias incluem uma visita a dois santuários xiitas em território iraquiano.
Diante do público em Teerã, vários altos funcionários iranianos e alguns dignitários estrangeiros prestaram na sexta-feira uma última homenagem ao líder supremo que presidiu por mais de três décadas os destinos do Irã até sua morte, aos 86 anos.
O chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, apareceu em público pela primeira vez desde o início da guerra. Ele foi nomeado para o cargo no começo de março, após a morte de seu predecessor em 28 de fevereiro.
Para receber iranianos de todo o país, mais de 400 tendas do Crescente Vermelho iraniano foram instaladas em um grande parque da capital, verificou a AFP.
Também foram colocados caminhões-pipa, prontos para refrescar a multidão diante de temperaturas que devem ultrapassar os 35°C.
Ao lado do caixão de Khamenei estão os de seus familiares que morreram junto com ele: uma de suas filhas, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses, segundo as autoridades.
Tudo isso enquanto uma imagem do dirigente com o punho erguido, símbolo da resistência que ele reivindicava frente ao Ocidente, permanece onipresente no recinto.
Enlutados seguram retratos do falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, no início das cerimônias de seu funeral na Grande Mosalla, em Teerã, em 4 de julho de 2026.
AFP
Times of India
Times of India
2026-07-04 09:35:07 (6 days ago)
Scientists have uncovered evidence of a massive magma system beneath Mars' surface, challenging the long-held belief that such complex geological activity requires tectonic plates. NASA's InSight lander data revealed a distinct boundary deep within the Martian crust, suggesting a vast, ancient magma chamber that cooled and crystallized. This discovery hints that the ingredients for life might be more common on Mars than previously thought, prompting a re-evaluation of planetary habitability.
The Guardian - World News
The Guardian - World News
2026-07-04 09:31:41 (6 days ago)
Washington DC’s Fourth of July parade canceled due to soaring temperature
National Weather Service issued an extreme heat warning as high temperatures have paralyzed the east coast
Organizers of Saturday’s Independence Day parade in Washington DC abruptly canceled the event late on the eve of the event, with sweltering temperatures in the nation’s capital and on the east coast wreaking havoc on celebrations of America’s semiquincentennial.
The event, hosted by the National Park Service (NPS), was scheduled to begin at 10.30am on Saturday. But organizers said they canceled the procession due to an extreme heart warning issued by the National Weather Service (NWS).
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2026-07-04 09:26:16 (6 days ago)
Viagra could help England players combat altitude sickness in Mexico City, where the stadium sits over 7,217 feet above sea level for the World Cup.
Globo News - Mundo
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2026-07-04 09:23:21 (6 days ago)
Bairro 'brasileiro' 'respira' na Copa após cerco de Trump

Kalani Mumbarak na garagem do Boi no Brasa durante preparativos para o jogo da Copa
Reuters/Nichola P. Brown
As bandeirinhas começam no topo das janelas e descem até as calçadas. Verde e amarelo do Brasil. Vermelho e verde de Portugal. Amarelo do Equador.
Nas vitrines dos restaurantes e das padarias da Ferry Street, artéria principal do bairro do Ironbound, em Newark, Nova Jersey, é difícil encontrar um estabelecimento sem ao menos uma bandeira.
A música que sai das caixas de som na calçada muda de porta em porta — cumbia, funk, reggaeton — e as camisas que passam pela rua contam a história de um torneio disputado ao mesmo tempo em três países com 48 seleções.
"Em todas as Copas que eu estou aqui, em todos esses 38 anos, essa superou todas", disse José Moreira, dono de cinco restaurantes na região, enquanto preparava o salão para receber o fluxo de torcedores que chegaria horas mais tarde. "Para o meu negócio, está maravilhoso."
O Ironbound recebe imigrantes há quase dois séculos — portugueses, italianos, poloneses, brasileiros, cabo-verdianos, equatorianos. Cada geração chegou sem muito e foi refazendo o bairro à sua imagem. Hoje, dois em cada três moradores nasceram fora dos Estados Unidos.
Desde 2025, o bairro carrega um título a mais: está oficialmente na lista do governo Trump como alvo prioritário de fiscalização de imigração.
Manifestantes entram em confronto com agentes federais durante protesto em frente ao centro de detenção Delaney Hall, em Newark, em junho de 2025.
Andres Kudacki/Getty Images
Uma tradição que começou nos anos 1830
O nome vem das ferrovias que o cercaram no século 19 — ironbound significa, em inglês, "cercado de ferro". O bairro começou a receber imigrantes nos anos 1830, com a chegada dos alemães, seguidos de poloneses e italianos no final do século.
Os portugueses chegaram a partir dos anos 1920, vindos inicialmente de New Bedford e Pawtucket, atraídos pelo trabalho nas fábricas químicas, cervejarias e curtumes. Em 1926, a Diocese de Newark já havia criado uma paróquia luso-espanhola no bairro para atender a crescente comunidade.
Em janeiro de 1995, o New York Times publicou uma reportagem de página inteira sobre o Ironbound com um título que resumia aquele momento: "In Newark, Immigration Without Fear" — "Em Newark, imigração sem medo".
O texto descrevia como as mesmas pessoas que décadas antes corriam pela Ferry Street quando uma van da imigração aparecia tinham se tornado proprietárias dos comércios ao longo da rua.
"Se você entrar em cada negócio, um por um, quase todos começaram ilegalmente", disse ao jornal Jack Santos, dono de um restaurante no Ironbound, que havia chegado ao país sem documentação em 1966.
Três décadas depois, o Ironbound mudou — mas o ciclo recomeçou.
A partir dos anos 1980, à medida que a comunidade portuguesa envelheceu e parte dela se mudou para os subúrbios, uma nova onda de imigrantes chegou, atraída pela infraestrutura lusófona já estabelecida: igrejas, padarias, associações.
Os brasileiros, impulsionados pela crise de hiperinflação no Brasil, vieram primeiro.
Em seguida, cabo-verdianos e equatorianos, que hoje representam os grupos de crescimento mais rápido. Segundo dados do Censo americano de 2022, cerca de 15 mil pessoas de ascendência brasileira vivem em Essex County, o condado onde fica Newark — o dobro do registrado no Censo de 2000.
No bairro do Ironbound especificamente, estimativas do setor imobiliário apontam que 26% dos moradores têm ascendência brasileira e quase metade da população fala português em casa.
"Quando eu era menininho, com 5, 6 anos de idade, a comunidade aqui nem se preocupava com deportação", lembrou Kalani Mubarak, filho do fundador do restaurante Boi na Brasa, que opera no Ironbound desde 1995 e nasceu nessas ruas.
"Era sempre uma cidade santuário para os imigrantes. Tu chegava aqui, de qualquer país que fosse, e sabia que seria acolhido. Daí veio o Trump com essas leis do ICE e começaram a invadir a nossa cidade."
Matéria do NYT de 1995 intitulada 'Em Newark, imigração sem medo'
The New York Times Archives
De santuário a alvo
Durante décadas, Newark funcionou como o que comunidades imigrantes nos Estados Unidos chamam de "cidade-santuário": um lugar onde as autoridades locais não cooperam ativamente com a fiscalização federal de imigração. Para quem chegava sem documentação, era uma promessa de relativa segurança.
Em agosto de 2025, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou uma lista de jurisdições-santuário que identificava como alvos prioritários de fiscalização. Newark estava na lista, ao lado de cidades como Chicago, Los Angeles e Nova York.
No terreno, as consequências chegaram rápido. Em 23 de janeiro de 2025, três dias depois da posse do presidente Trump, agentes do ICE realizaram uma operação no Ocean Seafood Depot, um depósito de frutos do mar na rua Adams, dentro do Ironbound. Três funcionários foram levados sob custódia.
Mapa do Brasil pintado em uma parede do Ironbound simboliza a presença da comunidade brasileira no bairro de Newark
Giulia Granchi/BBC News Brasil
O prefeito de Newark, Ras Baraka, emitiu um comunicado oficial condenando a ação: "Agentes do ICE invadiram um estabelecimento local em Newark, detendo residentes sem documentação, bem como cidadãos, sem apresentar um mandado. Newark não ficará de braços cruzados enquanto pessoas são ilegalmente aterrorizadas."
Em novembro do mesmo ano, o mesmo depósito foi alvo de uma segunda operação, desta vez com mais de duas dúzias de agentes. Cerca de 20 pessoas foram interrogadas e detidas.
O medo se instalou na comunidade de imediato e se traduziu em comportamento concreto.
"Eles ficaram com medo de sair de casa para qualquer coisa e estavam ficando mais em casa, pedindo delivery, fazendo a própria comida", disse Mubarak.
Kalani Mumbarak no restaurante Boi na Brasa, em Newark
Arquivo pessoal
O empresário José Moreira descreveu o mesmo fenômeno do ponto de vista de quem administra restaurantes.
"Hoje, as pessoas estão buscando ficar mais em casa. Perdemos grandes clientes, grandes amigos, ex-funcionários e funcionários", afirmou.
Segundo ele, as operações de imigração costumam acontecer em locais públicos, e não dentro dos estabelecimentos comerciais.
"Eles esperam as pessoas na porta de casa, não vão aos negócios. Isso faz com que muita gente ainda se sinta mais segura para ir a um restaurante. Porque, imagina, se tivessem prendido alguém dentro de um restaurante, ninguém mais iria frequentar."
José Moreira em um de seus restaurantes em Newark, o Taverna Casa Nova
Giulia Granchi/BBC News Brasil
A menos de dois quilômetros do restaurante Boi na Brasa fica o centro de detenção de Delaney Hall, com capacidade para mil pessoas, operado pela empresa privada GEO Group sob contrato com o ICE.
O próprio prefeito de Newark, Ras Baraka, foi preso pelo ICE em frente ao centro em 9 de maio de 2025, ao tentar acompanhar uma visita de fiscalização do Congresso ao local.
Baraka havia saído da área de acesso controlado e estava em espaço público quando agentes federais o cercaram, algemaram e levaram para dentro do centro.
A acusação de invasão de propriedade foi depois retirada.
Em maio de 2026, cerca de 300 detentos iniciaram uma greve de fome denunciando condições precárias, falta de assistência médica e alimentos estragados.
Os protestos do lado de fora resultaram em confrontos com a polícia, toque de recolher e ao menos 50 prisões em uma única noite.
O secretário de Segurança Interna negou que houvesse greve de fome.
Para quem mora no Ironbound, a presença do centro de detenção a poucos quarteirões não é abstrata. "Eles já pegaram um cliente nosso na porta do restaurante, inclusive. Assistimos tudo."
"É, muito triste, né? Muito triste. Muita gente do bem, trabalhador que não tem nem tempo de fazer nada de errado. Trabalha 7 dias por semana, 6 dias por semana só para pagar conta, mandar dinheiro para o seu país para tentar erguer a família, levar para outro patamar.
A Copa como respiro
A Copa do Mundo trouxe um clima mais festivo para comunidade.
O Brasil jogou a fase de grupos inteira nos Estados Unidos — Nova York, Filadélfia e Miami.
O estádio da final fica em East Rutherford, Nova Jersey, a menos de 30 quilômetros de Ironbound. Para a comunidade brasileira e latina do bairro, a Copa não é só um evento esportivo: é um motivo para sair de casa.
"Parece que o pessoal está saindo sem medo, afinal não tem como viver lacrado dentro de casa, é impossível. E agora o movimento já aumentou bastante com essa questão da Copa do Mundo", disse Kalani.
"Estou caminhando nessas ruas, nas avenidas principais aqui, qualquer dia da semana, todo mundo usando a camiseta do seu país, boné... Estão todos esparramados pela rua fazendo festa. Isso é muito bom."
No Boi na Brasa, onde o salão tem capacidade para algumas dezenas de pessoas e uma garagem ao lado tem teloes para abrigar mais clientes, Kalani estima que por volta de 1,5 mil a 2 mil pessoas passam pelo restaurante a cada jogo do Brasil, entre os que assistem dentro e os que circulam pelo espaço.
José Moreira diz que esta é a melhor Copa financeiramente que já viveu em quase quatro décadas nos Estados Unidos.
A impressão de quem trabalha no Ironbound é que, durante a Copa, o ICE reduziu a pressão sobre a comunidade. Isso não é algo oficial ou anunciado — mas sentido.
Os dados, no entanto, contam uma história diferente.
Meta de detenções pelo ICE
Em 1º de julho de 2026, o jornal New York Times revelou que agentes federais de imigração haviam detido mais de 10 mil pessoas em apenas cinco dias — um salto expressivo no ritmo de prisões.
Segundo documentos internos obtidos pelo jornal, líderes do ICE foram orientados a colocar 80% de seus agentes em operações de detenção, priorizando as prisões. O número de detenções diárias praticamente dobrou em relação ao início do ano, chegando perto de 2,4 mil em um único dia. A população sob custódia da agência ultrapassou 63 mil pessoas.
O aumento, porém, aconteceu sem alarde. Markwayne Mullin, o secretário de Segurança Interna, disse publicamente em entrevista à Newsmax que queria conduzir as operações de forma "mais silenciosa" — em parte para se distanciar das operações-espetáculo que marcaram a gestão de sua antecessora, Kristi Noem, e que terminaram com a morte de dois cidadãos americanos durante protestos em Minneapolis. O ICE não parou. Ficou mais discreto.
E o Ironbound não ficou de fora. "Semana passada levaram uma pessoa que eu conhecia, um brasileiro que estava aqui há muito tempo", disse Mubarak.
"Também tinha um ponto num parque cerca de 1 km daqui, onde ficavam aglomerados pessoas sem residência, e que também eram imigrantes. O ICE levou todos."
A BBC News Brasil enviou perguntas ao ICE sobre estatísticas de detenções em Newark e sobre a existência de alguma diretriz específica para o período da Copa do Mundo. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta.
A matéria do New York Times de janeiro de 1995 sobre o Ironbound descrevia um bairro que havia se transformado, décadas antes, com a chegada dos imigrantes portugueses que corriam da repressão da imigração.
Agora, eles eram donos de negócios, residentes legais — e olhavam para os novos imigrantes com uma mistura de empatia e pragmatismo.
Três décadas depois, o ciclo se repete. Os brasileiros e equatorianos que hoje servem as mesas, trabalham nas cozinhas e entregam mercadorias são os protagonistas de um capítulo parecido — diferente no idioma, nos países de origem e no contexto político, mas familiar na estrutura.
José Moreira, que chegou aos Estados Unidos como jardineiro em 1987 sem nenhum comércio e hoje tem cinco, entende essa trajetória de dentro.
"Aqui em Newark a gente tem um prefeito que ama o Brasil. Ele está sempre no meio da gente, está sempre falando com a gente. Quem você está em Newark, você está no Brasil. É um pedaço do Brasil", disse ele.
Sua estimativa de que 30 mil brasileiros vivem em Newark é maior do que o Censo registra — uma diferença que, ele mesmo sabe, reflete a parcela da comunidade que vive fora dos registros oficiais.
Quando a Copa do Mundo terminar, a rotina do Ironbound deve seguir com operações de imigração, e o centro de detenção Delaney Hall continuará operando a poucos quarteirões dali.
Por enquanto, a comunidade tenta aproveitar o momento para celebrar as diferentes nacionalidades reunidas no bairro — e sonhar com títulos.
"Estou confiante, muito confiante. O hexa vem esse ano", disse Kalani Mubarak.
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