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2026-05-30 23:01:18 (1 week ago)
Tense standoff unfolds as mic'd up pro-ICE supporter leaves New Jersey protest
An ICE supporter departs the Delaney Hall immigration detention facility protest in Newark, Saturday, where he and others backed ICE and law enforcement, drawing chants and confrontations from anti-ICE agitators.
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2026-05-30 23:01:06 (1 week ago)

Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella são os favoritos na eleição da Colômbia
Reuters
A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para o primeiro turno das eleições presidenciais. Ao todo, 11 candidatos disputam a preferência dos eleitores. No entanto, três deles são considerados favoritos: um filósofo, um advogado conhecido como "Bukele colombiano" e a neta de um ex-presidente.
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▶️ Contexto: O vencedor da eleição sucederá o presidente Gustavo Petro, que está no poder desde 2022. Diferentemente do Brasil, a Constituição colombiana não permite reeleição para a Presidência.
A eleição acontece em um cenário de violência no país, inclusive política.
Um dos principais pré-candidatos à Presidência foi morto após sofrer um atentado em 2025.
A Colômbia também vive uma escalada de tensões com o Equador, que conduz operações militares para combater o crime organizado.
Até agora, pesquisas de opinião indicam que o candidato apoiado por Petro, Iván Cepeda, é o favorito no primeiro turno. Senador e filósofo, Cepeda faz parte do partido Pacto Histórico e representa a esquerda colombiana.
O candidato presidencial colombiano Iván Cepeda em 21 de maio de 2026
REUTERS/Luisa Gonzalez
O senador tem 63 anos e defende a continuidade das políticas adotadas pelo governo Petro. Ele ficou conhecido principalmente por atuar na mediação das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acordo assinado em 2016.
Apesar do acordo, no qual as Farc concordaram em se desarmar, grupos dissidentes da guerrilha continuam ativos e são apontados como responsáveis pela violência no país.
Cepeda também foi pivô de um processo judicial que resultou na prisão do ex-presidente Álvaro Uribe.
Em 2012, Uribe acusou o esquerdista de organizar um complô para ligá-lo a grupos paramilitares.
Seis anos depois, a Justiça concluiu que Cepeda agiu dentro de sua função parlamentar e que Uribe tentou influenciar testemunhas por meio de terceiros.
Em 2025, porém, o Tribunal Superior de Bogotá absolveu o ex-presidente das acusações de suborno e fraude processual.
Como candidato à Presidência, Cepeda defende o diálogo como forma de encerrar o conflito armado com guerrilhas. Também apoia o aumento do salário mínimo, a redução de benefícios para congressistas e uma reforma agrária.
'Sósia' de Bukele
O colombiano e candidato presidencial de direita Abelardo de la Espriella em 7 de maio de 2026
REUTERS/Nathalia Angarita
Em segundo lugar nas pesquisas aparece o advogado Abelardo de la Espriella. Aos 47 anos, ele lidera o movimento de ultradireita Defensores da Pátria.
O candidato afirma admirar políticos de direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele — com quem tem certa semelhança física.
De la Espriella ganhou força na reta final da campanha. Ao contrário de Cepeda, ele não acredita que o problema das guerrilhas será resolvido por meio do diálogo. Para enfrentar a questão, promete uma ofensiva militar.
Dois integrantes da campanha do candidato foram mortos a tiros em 15 de maio. De la Espriella também acusou integrantes da inteligência colombiana de participarem de um plano para assassiná-lo.
Conhecido pelo apelido de "El Tigre", o advogado também defende retirar a Colômbia de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo ele, essas instituições servem para promover "políticas de esquerda".
Ao mesmo tempo em que adota um discurso linha-dura, o candidato mantém um site chamado "De la Espriella Style", onde vende bebidas alcoólicas, livros, músicas nas quais canta e até roupas em que aparece como garoto-propaganda.
De la Espriella também se envolveu em polêmicas. Em uma entrevista na TV, por exemplo, se gabou do tamanho do órgão genital e afirmou que isso o ajudava a conquistar votos.
O advogado também foi questionado por ter defendido Alex Saab, empresário colombiano acusado pelo governo dos EUA de atuar como laranja do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Saab foi deportado para os Estados Unidos em maio.
De la Espriella afirma que a relação profissional com Saab começou antes das acusações surgirem. Segundo ele, os dois deixaram de trabalhar juntos há seis anos.
Surpresa na campanha
A candidata presidencial do Partido do Centro Democrático, Paloma Valencia, em 24 de maio de 2026
REUTERS/Luisa Gonzalez
Uma das surpresas da campanha foi o crescimento da candidata de direita Paloma Valencia, do partido Centro Democrático.
Neta do ex-presidente Guillermo León Valencia, que governou a Colômbia na década de 1960, Paloma tem 50 anos e é senadora desde 2014. Se eleita, será a primeira mulher a presidir o país.
Na Colômbia, partidos e coligações realizam primárias públicas para definir os candidatos à Presidência.
Paloma foi a mais votada entre todas as consultas internas, com mais de 3 milhões de votos.
Nas pesquisas para o primeiro turno, a senadora aparece em terceiro lugar e perdeu força nas últimas semanas. Ainda assim, segue como uma das opções para chegar ao segundo turno.
Assim como De la Espriella, Paloma defende uma atuação mais dura contra o conflito armado. Ela promete ações imediatas das Forças Armadas e da polícia para obter "resultados concretos" contra a violência.
A candidata também propõe o uso de inteligência artificial para combater a corrupção e atrair empresas estrangeiras para construir datacenters no país. Outra proposta é criar centros agrícolas para que presos trabalhem durante o cumprimento da pena.
No campo ideológico, Paloma defende pautas conservadoras. Ela afirma ser contra o aborto e também se posiciona contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, embora reconheça que famílias podem ser formadas por casais homoafetivos.
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2026-05-30 23:01:00 (1 week ago)
Colômbia vai às urnas após campanha marcada pela violência e embate entre esquerda e direita

Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella são os favoritos na eleição da Colômbia
Reuters
A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro em uma eleição marcada pela violência e pela polarização política. Ao todo, 11 candidatos disputam o primeiro turno.
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▶️ Contexto: Petro está no poder desde 2022, e a Constituição colombiana não permite a reeleição presidencial. O partido dele, o Pacto Histórico, aparece entre os favoritos por causa de avanços sociais promovidos pelo governo, mas enfrenta desgaste por dificuldades no combate ao crime organizado.
O avanço de conflitos armados e os casos de assassinatos, inclusive de políticos, aumentaram a sensação de insegurança no país.
Durante a pré-campanha de 2025, um dos principais nomes cotados para a disputa presidencial morreu após sofrer um atentado.
Atualmente, a Colômbia também vive uma escalada de tensões com o Equador, que conduz operações militares para combater o crime organizado na fronteira entre os dois países.
Três candidatos aparecem como favoritos para a disputa presidencial: o esquerdista Iván Cepeda, apoiado por Petro; o ultradireitista Abelardo de la Espriella; e a senadora conservadora Paloma Valencia.
Pesquisas indicam que nenhum deles deve ultrapassar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno. Com isso, há grande probabilidade de um segundo turno no dia 21 de junho.
Cepeda, que lidera as pesquisas, promete dar continuidade às políticas sociais do governo Petro. A gestão de esquerda recebeu a economia fragilizada pela pandemia, mas conseguiu aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego.
As medidas, no entanto, ampliaram o déficit fiscal e levantaram preocupações sobre a capacidade do governo de financiar programas sociais. O Congresso chegou a barrar algumas propostas de Petro.
Mesmo assim, a economia não aparece entre as maiores preocupações dos eleitores.
Pesquisa do instituto Invamer divulgada neste mês mostra que 40% da população aponta a segurança pública como principal problema do país. Desemprego e economia aparecem apenas em quarto lugar, com 11%.
É nesse cenário que De la Espriella e Paloma Valencia ganharam força na disputa.
Eleições na Colômbia
Alberto Correa/Arte g1
Criminalidade
Disputa entre grupos rivais na Colômbia deixam mais de 50 mortos
O combate ao crime dominou a campanha presidencial.
Cepeda afirma ter experiência para lidar com o tema por ter participado das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acordo assinado em 2016.
As Farc são uma guerrilha considerada terrorista pelos EUA e surgiram na década de 1960.
O conflito travado pelo grupo contra paramilitares e forças estatais ao longo de cinco décadas deixou mais de 250 mil mortos e provocou o deslocamento de milhões de pessoas.
O acordo mediado com a ajuda de Cepeda em 2016 levou as Farc a aceitarem o desarmamento. Mesmo assim, grupos dissidentes continuam ativos e são apontados como responsáveis por parte da violência no país.
Na quinta-feira (28), por exemplo, um confronto entre duas facções dissidentes das Farc deixou 52 rebeldes mortos na Amazônia colombiana.
Os grupos criminosos disputam controle territorial em áreas do país, além de lucros ligados ao narcotráfico e à mineração ilegal.
Cepeda quer voltar a apostar no diálogo para enfrentar o problema, mas opositores afirmam que isso não será suficiente. Políticos de direita dizem que a política de “paz total” fracassou e que organizações armadas aproveitam as negociações para se fortalecer.
O candidato ultradireitista De la Espriella, admirador das políticas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, promete combater a criminalidade com uma ofensiva militar. Ele também defende a construção de 10 megaprisões.
“No meu governo não haverá processos de paz. Criminosos que não se submeterem serão eliminados, conforme permitido por lei”, afirmou.
A candidata conservadora Paloma Valencia também defende uma atuação mais dura contra grupos armados. Ela promete ações imediatas das Forças Armadas e da polícia para obter “resultados concretos” no combate à violência.
Preocupações
Agentes de segurança fazem a guarda na rua antes do primeiro turno da eleição presidencial na Colômbia, em 29 de maio de 2026
REUTERS/Luisa Gonzalez
Além das divergências sobre segurança pública, a campanha também levantou preocupações sobre o impacto das propostas dos favoritos sobre as instituições democráticas do país.
Em entrevista à RFI, o economista e analista político Jorge Restrepo, da Universidade Javeriana de Bogotá, afirmou que candidatos tanto da esquerda quanto da ultradireita têm adotado discursos que, segundo ele, podem representar riscos ao sistema democrático colombiano.
Restrepo cita como exemplo declarações do ultradireitista Abelardo de la Espriella, que questiona garantias judiciais, direitos humanos e a livre iniciativa ao defender uma política de repressão mais agressiva contra o crime.
“O discurso de linha dura pode esconder traços de autoritarismo”, afirmou.
O analista também demonstrou preocupação com propostas de Cepeda. O candidato de esquerda defende a convocação de uma Assembleia Constituinte para alterar a Constituição caso o Congresso rejeite reformas sociais apresentadas por seu governo.
“Ou seja, se um dos poderes não aceitar essas reformas, ele quer se impor com uma nova Constituição”, disse.
Independentemente de quem vencer a eleição, o próximo presidente pode enfrentar dificuldades para governar. As eleições legislativas de março mostraram que o Congresso continuará fragmentado, como ocorreu durante o governo Petro.
O Pacto Histórico, partido de Petro e Cepeda, voltou a ser a maior força política, mas ficou longe de conquistar maioria própria. O Centro Democrático, legenda de Paloma Valencia, ampliou a representação, enquanto partidos tradicionais e de centro mantiveram espaço relevante.
O resultado indica que o próximo presidente dependerá de negociações constantes para aprovar projetos e reformas.
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