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2026-07-21 23:17:33 (1 week ago)

Biggs to battle Hobbs in Arizona governor showdown

Fox News senior national correspondent Kevin Corke has the latest on the race results on 'Fox News @ Night.'

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2026-07-21 23:14:44 (1 week ago)

Ex-sheriff backed by Trump storms to victory in race to replace longtime GOP firebrand

Mark Lamb secured Trump's backing and cleared the GOP primary to replace Andy Biggs, but allegations about sexual images shadowed his campaign.

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South China Morning Post - World News

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2026-07-21 23:13:23 (1 week ago)

Wreckage of Pan Am plane found decades after crash that changed aviation safety

Searchers have found the wreckage from a Pan Am flight that plunged into the ocean off Puerto Rico in 1952, an accident that killed 52 and led to requirements for the passenger safety briefings given on every commercial flight. The plane, the Clipper Endeavor, made a hard landing after losing engine power shortly after take-off. The 17 passengers and crew who survived told investigators everyone lived through the landing, but panic set in as many passengers struggled to find life vests and the...

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2026-07-21 23:10:57 (1 week ago)

Trump-backed firebrand wins Arizona GOP governor primary, setting up high-stakes showdown

Andy Biggs captured the Arizona GOP gubernatorial nomination, setting up a general election showdown against Democratic Gov. Katie Hobbs in November.

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2026-07-21 23:10:36 (1 week ago)

The Five - Tuesday, July 21

ICE, Kamala Harris, Mamdani

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2026-07-21 23:04:08 (1 week ago)

The Will Cain Show - Tuesday, July 21

Sec Hegseth, Andrew Kolvet, Data Center

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Globo News - Mundo

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2026-07-21 23:00:38 (1 week ago)

Estudante brasileira desativa redes sociais após onda de ameaças na Argentina: 'Medo de sair na rua'


'Sabor de vitória': brasileiros comemoram derrota da Argentina Estudantes brasileiros que moram na Argentina passaram a evitar eventos, desativar redes sociais e até a deixar de sair de casa, nesta semana, em reação a uma "onda de ameaças" após a final da Copa do Mundo de 2026. A situação foi relatada ao g1 por uma estudante do Distrito Federal que cursa medicina em uma faculdade em Buenos Aires. Ela pediu para não ser identificada por medo de represálias. ➡️ Nesta terça-feira (21), o g1 mostrou que uma brasileira relatou ter recebido ameaças de morte depois que um programa de TV argentino exibiu imagens de brasileiros comemorando a derrota da Argentina [leia mais abaixo]. A universitária mora no país há seis anos e afirma que não fez publicações sobre a partida. Mesmo assim, sente medo por acompanhar a situação de colegas que vêm sendo atacados nas redes sociais. "Os estudantes estão recebendo ameaça de morte. Fizeram uma planilha com o nome completo e faculdade de cada um e estão enviando emails às faculdades de medicina pedindo punições contra os estudantes brasileiros. Também estão tentando pressionar um hospital para excluir uma brasileira da residência por ela ter torcido para a Espanha", contou. Em uma dessas publicações, na rede social X, um usuário chama estudantes brasileiros de "macacos". Segundo estudantes brasileiros, planilha com nomes e faculdades tem sido compartilhada nas redes sociais como parte da campanha de intimidação. Reprodução/Redes Sociais "Também tem muitos comentários dizendo que nós somos obrigados a torcer pela Argentina porque estudamos aqui", disse a aluna. Rotina comprometida Segundo a estudante, a onda de ataques alterou a rotina dos brasileiros que vivem na capital argentina. Além do receio de frequentar a faculdade, encontros da comunidade brasileira foram cancelados por questões de segurança. "Estou com muito medo e com uma enorme sensação de injustiça. A ameaça de excluir uma colega brasileira da residência do hospital é absurda. É terrível ver alguém ser perseguido apenas por ter torcido para outra seleção, sem qualquer desrespeito", afirmou. A estudante conta que decidiu desativar as redes sociais por causa da repercussão do caso. "Decidi desativar porque acompanhar essa onda de ódio estava me deixando com muito medo de sair na rua. Não posso deixar que esse sentimento me domine porque preciso continuar indo à faculdade e seguindo minha rotina." Ela ressalta, no entanto, que os ataques partem de uma parcela dos argentinos e não representam a população do país. "É importante dizer que esse é um grupo pequeno, mas muito barulhento, e que não representa a maioria do povo argentino", afirma. Brasileira ameaçada Outra estudante brasileira relatou, em entrevista ao g1, que passou a receber ameaças de morte por comemorar a derrota da Argentina na final da Copa do Mundo. Segundo ela, as mensagens começaram depois que a emissora argentina Crónica TV exibiu, ao vivo, imagens de brasileiros comemorando o resultado da partida e expôs nomes de usuários nas redes sociais. Após a exibição do programa, a estudante afirmou que teve as redes sociais derrubadas e passou a receber ofensas racistas, ameaças de morte e mensagens dizendo que seria encontrada nas ruas. Em uma delas, o remetente enviou a foto de uma arma de fogo. A brasileira informou que pretende registrar as ameaças na polícia, procurar a Embaixada do Brasil em Buenos Aires e avalia adotar medidas judiciais contra a emissora. Ela afirmou ainda que, apesar do medo, não pretende deixar a Argentina antes de concluir o curso de medicina. Brasileira afirma ter recebido ameaça de morte após comemorar derrota da Argentina Reprodução Leia também: VÍDEO: polícia faz buscas, e diarista devolve anéis furtados de família no DF; itens somam R$ 60 mil VEJA IMAGENS: PF volta a apreender carros de luxo do Careca do INSS em Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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2026-07-21 23:00:21 (1 week ago)

Ameaças e novos ataques: os sinais que mostram que a guerra entre Irã e EUA voltou a escalar


Oriente Médio em tensão: Irã declara 'guerra total' aos EUA e Houthis bloqueiam rota de petróleo Estados Unidos e Irã trocaram novos ataques entre esta terça-feira (21) e quarta-feira (22) e voltaram a fazer ameaças de bombardeios pesados. Os movimentos aumentam a tensão no Oriente Médio e reforçam os sinais de uma nova escalada da guerra. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã. Moradores de Teerã relataram explosões. Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã. Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo. O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou. Um míssil iraniano lançado de um local desconhecido nesta captura de tela obtida de um vídeo divulgado em 21 de julho de 2026 WANA via REUTERS ⛰️ Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz. A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. Conflito se espalha Houthis realizaram cerca de cem ataques no Estreito de Bab el-Mandeb entre 2023 e 2025. Houthi Military Media/Reuters via DW Os Houthis, que controlam o norte e o oeste do Iêmen anunciaram na segunda-feira (20) um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. O anúncio abriu uma possível nova frente na guerra. O bloqueio pode afetar diretamente o estreito de Bab el-Mandeb, conhecido como "Portão das Lágrimas". A via liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, dando acesso ao Oceano Índico. Milhões de barris de petróleo saudita passam diariamente pela rota, usada para abastecer mercados da Ásia e da Europa. O trajeto vinha sendo usado como alternativa ao Estreito de Ormuz, que teve o tráfego praticamente interrompido após o início da guerra. Poucas horas depois do anúncio, dois petroleiros que haviam acabado de carregar petróleo em Yanbu, na costa saudita do Mar Vermelho, mudaram de rota. Estreito de Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho, é a maior rota de exportações de petróleo do Oriente Médio depois do Estreito de Ormuz Arte g1 Trump afirmou que os Houthis ainda não fecharam o Estreito de Bab el-Mandeb e ameaçou agir caso isso aconteça. "Até agora isso não aconteceu", disse Trump. "Se algo assim acontecer, nós resolveremos." A nova escalada das tensões e a ameaça dos Houthis preocuparam o mercado internacional. O preço do petróleo Brent subiu mais de 2% e voltou a superar US$ 91 por barril. Sinais mistos O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa durante uma reunião informativa sobre a guerra com o Irã, no Pentágono REUTERS/Nathan Howard Apesar da escalada, ainda existem tentativas de negociação. Um alto funcionário iraniano disse à Reuters na segunda-feira que Teerã recebeu de mediadores uma proposta de cessar-fogo de 10 dias. A iniciativa tenta salvar o acordo de paz provisório assinado entre EUA e Irã em junho. Em outro sinal de que a via diplomática continua aberta, o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, visitou o Paquistão, um dos mediadores das negociações de paz. Durante a viagem, ele pediu ao país que mantenha os esforços para reduzir o conflito. Por outro lado, em uma audiência no Senado, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, pediu que o Congresso aprove um pacote de US$ 70 bilhões em recursos para a Defesa. Parte do dinheiro seria usada para recompor os estoques de mísseis que podem ser usados na guerra. Ainda segundo ele, a guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190,8 bilhões) aos cofres públicos americanos. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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2026-07-21 23:00:15 (1 week ago)

Tarifaço: por que o Brasil evita uma retaliação imediata — e como pode responder aos EUA


Ordem de Lula é evitar reação que dê munição a Trump e Flávio Bolsonaro na crise das tarifas A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22) sem que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha, até agora, adotado uma retaliação prática à medida. Após a gestão de Donald Trump confirmar a taxa, o Palácio do Planalto chegou a divulgar uma nota em que classificou a decisão americana como um "marco lastimável" e afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. (leia mais abaixo) Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação. Em entrevista coletiva na semana passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin adotou um tom de defesa da soberania, mas se limitou a dizer que a lei será aplicada "no momento adequado". A falta de uma reação mais enérgica, ao menos até agora, segue uma orientação do próprio presidente Lula. Conforme mostrou o blog do Valdo Cruz, a estratégia é tentar ampliar a lista de produtos brasileiros isentos da nova tarifa e manter as negociações sem radicalismo. ➡️ A nova tarifa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. (veja a lista completa) Na avaliação de assessores presidenciais, uma retaliação ao governo americano, como a aplicação da reciprocidade, é justamente o que Trump e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro desejam. Assim, poderiam argumentar que Lula coloca seus planos eleitorais acima dos interesses das empresas brasileiras. Além disso, os próprios setores afetados pelo tarifaço se posicionaram contra medidas de reciprocidade. Em reuniões com o governo nesta terça-feira (21), empresários do segmento de máquinas defenderam que a resposta seja buscada pela via diplomática e empresarial. Processo longo Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade. Isso porque uma reação precipitada pode trazer riscos que vão além do fator político. O eventual uso da lei, além de exigir amplas análises sobre os impactos para o mercado brasileiro, passa por um processo longo, que inclui uma série de novas discussões. "A lei prevê várias fases. Primeiro, o caso passa pela Câmara de Comércio Exterior. Depois, por consulta pública. Envolve ainda consultas com o próprio governo dos EUA. Então, não é algo imediato", explica Welber Barral, ex-secretário do Comércio Exterior. Exportações brasileiras para os EUA desabam com o tarifaço, mas vendas para outros países compensam Jornal Nacional/ Reprodução Quais são os riscos do uso da Lei da Reciprocidade? Um dos principais receios é o impacto sobre os preços para os consumidores brasileiros. A lógica é simples: caso o governo opte por sobretaxar produtos americanos, o Brasil também encareceria parte de suas importações. Esse aumento de custos tende a ser repassado aos consumidores finais, criando um efeito duplo negativo para o país, explica o especialista em comércio exterior Jackson Campos. "O Brasil perderia duas vezes. Primeiro, com as taxas já aplicadas sobre as exportações para os EUA. Depois, quando um eventual imposto de importação é repassado ao consumidor brasileiro", afirma. Por isso, o governo trata qualquer reação com cautela. Além da aplicação de tarifas, a Lei da Reciprocidade prevê outros instrumentos de resposta aos EUA — e que seguem em análise. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam os principais: Patentes: o Brasil poderia suspender parte das regras internacionais de propriedade intelectual, afetando a proteção de patentes de empresas do país alvo da medida. Serviços: poderia impor tarifas, sobretaxas ou outras restrições sobre serviços prestados por empresas do país alvo. Investimentos: poderia suspender benefícios, incentivos ou facilidades concedidos a investimentos de empresas do país alvo. Acordos comerciais: poderia suspender benefícios e concessões previstos em acordos comerciais firmados com o país alvo. "A lei exige que as medidas tenham contrapartidas e sejam, dentro do possível, proporcionais ao dano sofrido por quem causou esse dano. Além disso, é preciso tentar minimizar os efeitos sobre a economia brasileira", afirma Jackson Campos. Enquanto isso, há outro ponto de cuidado no radar do governo brasileiro: a preocupação com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas. ➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países. "O próprio documento final emitido pelo governo americano afirma que, se o Brasil aumentar as tarifas em retaliação, Washington pode entender que os 25% não são suficientes e elevar ainda mais a taxa", lembra Campos. Quais são, então, as saídas para o Brasil? Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, acredita que o principal risco de uma resposta aos EUA é "o Brasil retaliar e se machucar sozinho". Ele lembra que a "munição" brasileira é limitada, já que boa parte do que o país importa dos americanos são insumos, máquinas e peças que entram na cadeia produtiva nacional. "Se você taxa esses produtos, quem paga não é o americano, é o produtor rural de Mato Grosso que precisa da peça do trator. Uma retaliação mal calibrada seria um gol contra com narração épica", diz. 🔎 Na investigação comercial que resultou na aplicação da tarifa de 25%, o governo Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. 🔎 As justificativas foram fortemente contestadas pelo governo brasileiro, que vê na medida uma tentativa de interferência em políticas internas do país, ao incluir temas considerados inegociáveis, como o PIX. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política, e não apenas comercial. Nesse cenário, Aragão aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país. Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. "Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho." Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. "Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo." A terceira seria atuar na chamada "segunda mesa": pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. "A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes." Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA. "As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão", diz. 🔎 A ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, já prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. O governo também informou ao blog da Ana Flor que prepara linhas de crédito para empresas afetadas, condicionadas à manutenção de empregos, além de ações para apoiar a abertura de novos mercados. Lula e Trump Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters Fator eleições A proximidade das eleições no Brasil e nos EUA também influencia a movimentação dos dois governos. Por aqui, brasileiros vão às urnas para escolher o novo presidente, governadores, deputados e senadores. Por lá, as eleições de meio de mandato vão renovar a Câmara e parte do Senado. Com isso, a avaliação dos especialistas é de que as negociações devem se prolongar, sem uma resposta concreta no curto prazo. Também pesa nessa avaliação o fato de que, embora negativas, as tarifas atingem setores específicos e não ameaçam a estabilidade econômica do Brasil. "O governo brasileiro deve deixar isso um pouco de molho. Sabendo dos riscos de impacto nos preços, aplicar a Lei da Reciprocidade pode ser um tiro no pé a três meses da eleição", avalia Jackson Campos. "Acredito que o discurso será de defesa da soberania, mas sem uma ação efetiva." Enquanto isso, o grupo político do presidente Lula acompanha os possíveis impactos eleitorais do tarifaço sobre Flávio Bolsonaro, em meio ao envolvimento do pré-candidato do PL nas discussões sobre a medida. Pesquisa Quaest divulgada na última semana mostrou que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio a responsabilidade da decisão dos EUA. Conforme informou o blog do Valdo Cruz, aliados do senador admitem prejuízos para a campanha após a medida do governo Trump. Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, ressalta que, diante do cenário, os avanços não vão depender necessariamente de vontade política, mas de calendário. A avaliação é que, de olho nas eleições, haverá uma escalada nos discursos, mas com cautela na prática. "Muito barulho, nota forte, discurso e, ao mesmo tempo, técnico conversando com técnico às sete da manhã sobre lista de exceções. E as exceções, por sinal, são o termômetro. Se começarem a pipocar isenções setoriais, é sinal de que a coisa está sendo resolvida por baixo, mesmo com o barulho por cima", diz. "A janela real de acordo eu vejo depois de outubro. Antes disso, o que dá para fazer é evitar dano permanente e manter os canais vivos — o que é, convenhamos, bem menos empolgante do que uma guerra comercial, mas bem mais útil", conclui.

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2026-07-21 23:00:12 (1 week ago)

Bernard Arnault's business-first strategy with foreign heads of state, from Trump to Putin

'Bernard Arnault's Empire' (3/6). The head of LVMH, which generates 70% of its revenue outside Europe, has fostered relationships with the leaders of the markets he targets. Foremost among them is the president of the United States, whom he has courted since the 1980s.

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2026-07-21 23:00:11 (1 week ago)

Tarifaço dos EUA: taxa adicional de 25% passa a valer nesta quarta; veja perguntas e respostas


Ana Flor: Pacote de apoio contra tarifaço terá cobrança por emprego A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. (leia mais abaixo) A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. Veja abaixo perguntas e respostas sobre a nova tarifa. O que muda com o tarifaço e quando ele entra em vigor? Quais são os principais produtos atingidos? Qual são os impactos para o Brasil? Como o governo dos EUA justifica a medida? O que diz o governo brasileiro? Brasil vai usar a Lei da Reciprocidade Econômica? Quais podem ser as respostas do Brasil? Quais medidas o governo brasileiro anunciou até agora? Tarifas podem aumentar ainda mais? Imagem de drone do Porto de Santos (SP) Reuters O que muda com o tarifaço e quando ele entra em vigor? Confirmada na noite da última quarta-feira (15) pelo governo Trump, a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA passa a valer nesta quarta-feira (22). A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA. 🔎 Na prática, isso aumenta o custo de levar esses produtos ao país e pode desestimular as compras de produtos brasileiros por empresas americanas. Enquanto isso, outros mais de 2 mil produtos ficaram de fora da medida. Muitos deles foram excluídos por serem considerados estratégicos para a economia americana, seja pelo risco de encarecer produtos essenciais, seja porque o país não produz quantidade suficiente desses itens. Voltar ao índice. Quais são os principais produtos atingidos? Entre os 50 principais produtos brasileiros exportados aos EUA em 2025, ficaram de fora da nova tarifa itens como petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio. Por outro lado, produtos como máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns itens de alumínio passam a estar sujeitos à tarifa adicional. VEJA AQUI COMO FICOU CADA ITEM: Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos isentos e impactados Voltar ao índice. Qual são os impactos para o Brasil? O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Segundo ele, o percentual tem como referência as exportações de 2024, ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados por Trump. O valor corresponde a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,6 bilhões). Se a base for 2025, a participação dos setores afetados cai para 15%, o equivalente a US$ 5,8 bilhões (R$ 29,4 bilhões). O ministro acrescentou que, com a nova medida, 57% dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA permanecerão sem tarifa. No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o tarifaço afetará R$ 4,6 bilhões por ano em exportações, o equivalente a 36,5% das vendas do setor aos EUA. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apesar dos segmentos atingidos, a medida não terá impacto sobre "a economia do país como um todo". Especialistas também avaliam que os efeitos serão restritos, entre outros fatores, pela extensa lista de exceções. LEIA MAIS: Voltar ao índice. Como o governo dos EUA justifica a medida? A decisão é resultado de uma investigação comercial do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O mecanismo permite ao governo americano investigar práticas de outros países que considera prejudiciais ao comércio dos EUA. No relatório final, o USTR afirmou que algumas políticas brasileiras seriam "irracionais" ou "restritivas" e que poderiam "onerar ou restringir" o comércio com os EUA. Entre os temas analisados estão: PIX e serviços de pagamento: o USTR afirmou que o sistema brasileiro favorece o PIX em detrimento de empresas americanas. Regulação de plataformas digitais: o órgão questionou decisões judiciais brasileiras envolvendo redes sociais e empresas de tecnologia dos EUA. Acordos comerciais: os americanos criticaram tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a parceiros como México e Índia. Desmatamento ilegal: o relatório apontou falhas na fiscalização ambiental. Mercado de etanol: os EUA alegaram falta de reciprocidade no acesso ao mercado brasileiro. Propriedade intelectual: o documento citou problemas no combate à pirataria e demora na análise de patentes. Combate à corrupção: o USTR criticou medidas adotadas pelo Brasil e cita decisões relacionadas à Operação Lava Jato. Voltar ao índice. O que diz o governo brasileiro? O governo classificou o tarifaço como um "marco lastimável" na relação entre os dois países e afirmou que a medida tem motivação política por envolver temas considerados internos e inegociáveis, como o PIX. Segundo o blog do Valdo Cruz, o presidente Lula (PT) orientou aliados a evitar radicalismos na reação ao tarifaço. Enquanto isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a medida como "injusta e descabida" e afirmou que o Brasil "não saiu da mesa de negociação". Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ainda "não cabe falar em retaliação" aos EUA. "Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem 'viralatice' e seguiremos protegendo a nossa democracia contra a interferência internacional indevida", afirmou. Voltar ao índice. Brasil vai usar a Lei da Reciprocidade Econômica? Na madrugada da última quinta (16), logo após a gestão de Donald Trump confirmar a taxa, o Palácio do Planalto divulgou uma nota em que afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica. 🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação. Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade. Uma das preocupações é com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas. ➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países. Há, também, o fator eleitoral. Na avaliação de assessores presidenciais, uma retaliação ao governo americano, como a aplicação da reciprocidade, é justamente o que Trump e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro desejam. Assim, poderiam argumentar que Lula coloca seus planos eleitorais acima dos interesses das empresas brasileiras. Além disso, os próprios setores afetados pelo tarifaço se posicionaram contra medidas de reciprocidade. Em reuniões com o governo nesta terça-feira (21), empresários do segmento de máquinas defenderam que a resposta seja feita pela via diplomática e empresarial. Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula Montagem - Arte/g1 Voltar ao índice. Quais podem ser as respostas do Brasil? Para especialistas, a via diplomática ou o uso cauteloso da Lei da Reciprocidade Econômica, sem uma escalada das tensões, seguem como os principais caminhos para o governo. Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país. Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. "Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho." Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. "Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo." A terceira seria atuar na chamada "segunda mesa": pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. "A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes." Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA. "As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão", diz. Voltar ao índice. Quais medidas o governo brasileiro anunciou até agora? O governo federal deve fechar nos próximos dias uma série de ações para conter os efeitos econômicos do novo tarifaço e da alta dos preços dos fertilizantes, insumos essenciais para o agronegócio e afetados pela guerra no Oriente Médio. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ao blog da Ana Flor que as iniciativas nas duas frentes buscam reduzir os impactos no Brasil de medidas externas. Uma delas prevê a abertura de uma linha de crédito para empresas misturadoras, responsáveis pela combinação de insumos que resulta nos fertilizantes. A outra envolve investimentos como complemento ao Plano Brasil Soberano, ainda sem detalhes definidos. Nesse caso, o governo avalia oferecer crédito a empresas atingidas pelo tarifaço, com exigência de manutenção de postos de trabalho. 🔎 O Plano Brasil Soberano é um programa do governo que oferece linhas de crédito e outras formas de apoio a empresas afetadas por crises externas, como o tarifaço. Criado no ano passado por meio de medida provisória, o programa tem três eixos: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial. Paralelamente, a ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. Voltar ao índice. Tarifas podem aumentar ainda mais? Há essa possibilidade. O governo brasileiro reconhece que os EUA devem aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5% por supostas falhas na fiscalização de importações produzidas com trabalho forçado. A principal dúvida é se essa nova tarifa será acumulada aos 25% que entram em vigor nesta quarta-feira (22). Caso seja cumulativa, os produtos brasileiros poderiam enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%. A possível nova tarifa também é resultado de uma investigação do USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que concluiu que a União Europeia e outros 59 países, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A confirmação da nova tarifa pode sair na sexta-feira (24). Em entrevista à CNBC, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou nesta terça-feira que as medidas serão anunciadas "em breve". Voltar ao índice.

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2026-07-21 22:59:07 (1 week ago)

At least 53 dead in Guyana capsized ferry disaster

A desperate search for survivors began early Sunday after a ferry with 179 people aboard capsized. Guyana's prime ministesr said that 76 people hae been rescued so far.

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