Globo News - Mundo
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2026-03-07 00:00:34 (15 hours ago)
Como Irã criou drones 'suicidas' de baixo custo para provocar caos no Oriente Médio

Ilustração de drone usado pelo Irã para atacar adversários no Oriente Médio
BBC
O presidente Donald Trump afirmou que os mísseis e a indústria de mísseis do Irã seriam "totalmente aniquilados" quando os Estados Unidos iniciaram os ataques aéreos contra o país no último sábado (28), mas não mencionou os drones iranianos.
Seis dias depois, o Irã lançou mais de 2.000 drones de baixo custo contra alvos em todo o Oriente Médio, em uma tentativa de sobrecarregar as defesas e semear o caos na região.
Esses drones "kamikaze", chamados de Shahed, carregam explosivos que detonam com o impacto e podem causar danos significativos. O ataque mais letal contra forças americanas até o momento se deu com um drone que atingiu uma base no Kuwait, matando seis soldados dos Estados Unidos.
A maioria dos ataques teve como alvo aliados dos EUA no Golfo Pérsico, países que abrigam, em maior ou menor grau, militares e equipamentos americanos. Mas também atingiram embaixadas, infraestrutura energética essencial, aeroportos comerciais e hotéis de luxo.
Alguns ataques ocorreram em cidades densamente povoadas, provocando medo nas ruas e nos governos dos países do Golfo Pérsico. Alguns especialistas dizem que isso pode fazer parte de uma estratégia iraniana para "impor o terror" e pressionar os EUA a encerrar o conflito.
Um vídeo verificado pela BBC mostra um drone iraniano descendo em alta velocidade antes de atingir o que parece ser uma instalação de radar no quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA em Manama, capital do Bahrein, lançando destroços pelo ar e colapsando a estrutura.
Vídeo mostra momento em que míssil iraniano atinge base dos EUA no Bahrein
Outro vídeo dos Emirados Árabes Unidos mostra um drone se chocando contra um hotel em Palm Jumeirah, o luxuoso arquipélago artificial de Dubai, gerando uma enorme bola de fogo e um estrondo que reverberou pela cidade.
Veja o momento em que hotel de luxo de Dubai é atingido por retaliação iraniana
Os ataques com drones ao setor de energia na região têm sido particularmente impactantes. A maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, em Ras Tanura, na costa do Golfo Pérsico, interrompeu a produção após um incêndio causado por destroços de um drone interceptado.
No Catar, o maior terminal de exportação de gás natural liquefeito do mundo também foi fechado após ser alvejado por drones iranianos.
Custo baixo, engenharia potente
Os drones estão causando danos consideráveis em toda a região, considerando seu design simples e custo de produção relativamente baixo. O drone de longo alcance Shahed-136, fabricado no Irã, tem um custo estimado entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, o equivalente a R$ 106,2 mil a R$ 266 mil.
Ao contrário de muitos drones comerciais, o Shahed não pode ser operado remotamente enquanto está no ar. Em vez disso, ele é pré-programado antes do lançamento para seguir uma rota definida até um alvo, utilizando um sistema de navegação por satélite. Com um alcance máximo de 2.500 km, ele poderia voar de Teerã a Atenas, por exemplo.
Embora não seja particularmente rápido, especialmente quando comparado a mísseis balísticos, o perfil fino do drone e sua capacidade de voar em baixa altitude dificultam sua detecção por radares e sistemas de alerta centrados na ameaça de mísseis.
Ficha técnica do Shahed-136, drone 'kamikaze'
BBC
Modelo copiado pela Rússia e pelos Estados Unidos
Esse drone foi amplamente utilizado pela Rússia na guerra da Ucrânia para atingir cidades densamente povoadas e usinas de energia, com efeitos devastadores. O Irã exportou drones Shahed para seu aliado nos últimos anos, e os russos agora também estão produzindo suas próprias variantes baseadas no projeto iraniano.
Mick Mulroy, ex-fuzileiro naval americano, oficial paramilitar da CIA e subsecretário-adjunto de Defesa para o Oriente Médio, disse à BBC News que os drones "provaram ser altamente eficazes" em conflitos anteriores, tanto que os EUA desenvolveram sua própria versão.
Os EUA não divulgaram quantos drones foram produzidos, mas dados sobre a quantidade que o Irã está lançando sobre seus inimigos estão sendo divulgados.
Os Emirados Árabes Unidos afirmam que mais de mil drones iranianos foram disparados contra o país até o momento, e 71 conseguiram ultrapassar as defesas estatais.
Mas cada interceptação tem um preço. Os drones podem ser abatidos de diversas maneiras, incluindo o uso de dispositivos especializados de interferência GPS e sistemas de armas a laser, mas muitos estão sendo abatidos por mísseis disparados de caças ou sistemas de mísseis lançados da terra, com alto custo.
Quando o Irã atacou Israel com centenas de drones em 2024, o Reino Unido teria usado caças da RAF para abater alguns drones com mísseis que custam cerca de £ 200 mil cada (cerca de R$ 1,4 milhões na cotação atual).
Drone Shahed-136, criado pelo Irã e aperfeiçoado pela Rússia, é exibido em frente à catedral de São Miguel em Kiev, na Ucrânia
Valentyn Ogirenko/Reuters
Forçar os EUA e seus aliados a utilizarem seus estoques de interceptores faz parte da estratégia iraniana de implantação de drones e mísseis, de acordo com Nicholas Carl, especialista em Irã do centro de pesquisa American Enterprise Institute.
Mas Carl afirmou que o regime também está tentando "impor terror e pressão psicológica" aos EUA e seus parceiros regionais para pressionar Donald Trump por um acordo de cessar-fogo.
Não se sabe por quanto tempo o Irã conseguirá manter essa pressão. Acredita-se que o país tenha produzido em massa dezenas de milhares de drones Shahed antes da guerra, mas não se sabe o quanto desse estoque permanece intacto após dias de ataques dos EUA e de Israel.
Imagens divulgadas na segunda-feira pela agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, mostram fileiras de drones no que parece ser um bunker subterrâneo. Mas não se sabe quando o vídeo foi gravado.
Vídeo de agência iraniana mostra suposto arsenal de drones
Na quinta-feira, o almirante Cooper disse que o número de drones lançados pelo Irã caiu 83% desde o primeiro dia de combates, enquanto o uso de mísseis balísticos diminuiu 90%.
"O Irã está com dificuldades para manter seus ataques com mísseis e drones, e isso pode se tornar ainda mais difícil nos próximos dias, à medida que a pressão militar dos EUA e de Israel persistir", acrescentou Carl.
South China Morning Post - World News
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2026-03-07 00:00:13 (15 hours ago)
Canada’s Carney wants Andrew removed from UK line of succession over Epstein ties
Canadian Prime Minister Mark Carney has called for former British prince Andrew Mountbatten-Windsor to be removed from the royal line of succession over his “deplorable” links to Jeffrey Epstein. The former duke was arrested in February on suspicion of misconduct in public office following allegations he shared sensitive information with the paedophile financier while serving as the UK’s trade envoy. Speaking to reporters in Tokyo, Carney said: “I certainly think his actions are deplorable and...
Times of Israel - World News
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2026-03-06 23:40:54 (15 hours ago)
Florida politicians slam Miami Young Republican leaders over antisemitic group chat
The chat group, which included remarks about 'reverse Zionism' to a Nazi paradise, is second in recent months revealed to have Nazi jokes and racist comments
The post Florida politicians slam Miami Young Republican leaders over antisemitic group chat appeared first on The Times of Israel.

Fox News - Video
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2026-03-06 23:36:20 (15 hours ago)
The Faulkner Focus - Friday, March 6
Iran attacks , DHS , Jesse Jackson
Le Monde - World News
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2026-03-06 23:35:01 (15 hours ago)
US State Department approves 'emergency' weapons sale to Israel
While US arms sales typically require approval by Congress, the secretary of state issued a waiver bypassing the approval. Major US defense companies have agreed to quadruple production of advanced weapons in an effort to 'improve Israel's capability to meet current and future threats.'
New York Times - World News
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2026-03-06 23:30:23 (15 hours ago)
The Guardian - World News
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2026-03-06 23:30:20 (15 hours ago)
Pakistani man convicted of plotting to kill Trump over death of Iranian commander
Asif Merchant accused of trying to recruit people in 2024 plan to target Trump, Biden and other politicians in retaliation for killing of Qassem Suleimani
A Pakistani man has been convicted of planning to kill Donald Trump and other prominent US politicians two years ago at the behest of Iran.
Asif Merchant was accused of trying to recruit people in the US in a plan targeting Trump and others in retaliation for the killing of Iranian military commander Qassem Suleimani in 2020, during Trump’s first term as president.
Continue reading...
Al Jazeera - Top Stories
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2026-03-06 23:21:27 (15 hours ago)
Why Yemen’s Houthis are staying out of Israel-US fight with Iran – for now
Yemen's Houthi leadership cautious, fearing Israeli retaliation following past air strikes and leadership losses.
Le Monde - World News
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2026-03-06 23:18:25 (15 hours ago)
With Israel's arms industry, the Tel Aviv Stock Exchange is soaring
Israeli defense group Elbit Systems has become the country's top-valued company in the context of regional war and rising military spending.
Globo News - Mundo
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2026-03-06 23:00:34 (16 hours ago)
INFOGRÁFICOS: mapa mostra troca de ataques e marcos da primeira semana de guerra no Irã

Editoria de Arte/g1
A guerra no Oriente Médio completou uma semana sem sinal de qualquer negociação por cessar-fogo. Os ataques de EUA e Israel mataram no último sábado (28) o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e chefes militares do regime iraniano.
Em retaliação, o Irã lançou drones e mísseis contra Israel e contra bases norte-americanas instaladas nos países do Golfo Pérsico, espalhando o conflito por toda a região.
Aliado do regime iraniano, o grupo terrorista Hezbollah também lançou projéteis contra Israel. Em resposta, o exército israelense bombardeou Beirute, capital do Líbano.
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AO VIVO: as últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio
Crise entre Espanha e EUA
Em meio ao conflito no Oriente Médio, os EUA e a Espanha iniciaram um embate sobre cooperação militar. Na quarta-feira (4), a Casa Branca anunciou uma cooperação militar com o governo espanhol, que depois negou "de forma categórica" o acordo. Há duas bases americanas na Espanha, mas Madri proibiu os EUA de usar. Veja no mapa abaixo:
Mapa mostra bases dos EUA na Espanha, que o governo espanhol proibiu a utilização para ataques contra o Irã.
Dhara Pereira/Arte g1
Bases americanas no Oriente Médio
As bases americanas no Oriente Médio têm sido alvos da retaliação do Irã aos ataques dos EUA e Israel. O infográfico abaixo mostra onde os americanos mantém bases militares:
Mapa mostra as bases militares dos EUA no Oriente Médio.
Kayan Albertin/Arte g1
Bases americanas pelo mundo:
Os EUA são uma superpotência militar mundial e possuem a maior rede de bases militares estrangeiras, segundo institutos especializados em estudos militares.
São cerca de 170 mil tropas postadas em cerca de 800 instalações militares em dezenas de países com os quais os EUA têm parceria;
Dessas 800 instalações, 128 delas são bases militares, e elas estão distribuídas por 51 países em cinco continentes do mundo (veja no mapa abaixo).
Mapa mostra bases militares dos EUA pelo mundo
Editoria de Arte/g1
Bombas gravitacionais
Os Estados Unidos afirmaram que pretendem usar bombas gravitacionais de precisão nos próximos ataques ao Irã. Entenda abaixo o que é o armamento:
Vale - infográfico bombas gravitacionais
Editoria de Arte/g1
Trump disse que vai "precisar" se envolver na escolha do novo líder supremo do Irã
Le Monde - World News
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2026-03-06 23:00:12 (16 hours ago)
Following the intervention in Venezuela, the war against Iran launched by the US president signals yet another admission of weakness by the United States, observes the economist in his column. This military agitation primarily serves to bolster the US economy.
Fox News - Video
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2026-03-06 22:59:17 (16 hours ago)
This Free Kick CHANGED History 🇺🇸 No. 96 in Best FIFA World Cup™ Moments
Eric Wynalda's goal in the 1994 FIFA World Cup™ helped the United States receive their first point in 44 years.
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